29 Comentários
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Avatar de Oona S. Erdmann

Adorei!! Também sou do time “Oi, tudo bem? Blá-blá-blá”

Avatar de Luiz Phelipe

Direto ao ponto? Melhor time. 🫶

Avatar de Waves of Meaning

Muito bom! Humor gostoso! kk. É libertador escrever uma crônica. Tenho lido Rubem Braga, ultimamente.

Ps.: quando a profissão entrega o homem: "Fica lá. Preclui.".

Obrigado pela escrita.

Avatar de Luiz Phelipe

kkkkkkkk, muito obrigado, Waves! O “preclui” foi um acidente, o juridiquês jamais me vencerá - e você é observador(a)!! rs.

Avatar de Bruno Lima de Brito

Gostei bastante da Crônica de como as palavras são apresentadas.

Avatar de acácio morais

adoro crônicas que falam de "micro-conflitos", especialmente na era digital. adorei! o tom do narrador é assumidamente rude, e isso é um acerto muito perspicaz, literariamente falando. a estratégia de não responder até que o outro "assuma suas intenções" é um exercício de poder sobre o próprio tempo. mas o encerramento, para mim, é de uma reflexão irônica e melancólica perfeita, por vezes nos apegamos a forma (a educação ou negação dela) e isso destrói o verdadeiro conteúdo que é a própria relação humana. no texto, há alguns termos que eu não conhecia como "precluir", trás um ar de intelectualidade mas também de arcaísmo, ao meu ver. é divertido e é impossível ler e não lembrar de alguém, ou de si mesmo. adorei, Luiz!

Avatar de Luiz Phelipe

Muito obrigado por esse excelente comentário, Acácio! Gostei muito! “Precluir” foi um acidente! Quando escrevo crônica a coisa sai no impulso, o texto é “cuspido” todo de uma vez com pouquíssima revisão - gosto dessa espontaneidade do gênero. Daí, acontecem acidentes. Preclusão é expressão própria do direito. Contaminei o texto com ela pelo uso recorrente no cotidiano do trabalho. Detesto juridiquês fora do ambiente forense, então foi, assumidademnte, um erro. Mas depois que estava lá, e que já leram com ela lá, não quis editar. As imperfeições também são desdobramentos das crônicas - pelo menos gosto de acreditar que sim, rs. Abraço, meu caro!

Avatar de Carlos Nascimento

Luiz, seu texto apareceu no meu feed e como eu gosto de escrever feedback, decidi deixar um aqui para você: seu texto se sustenta por uma premissa simples e reconhecível, e constrói a partir dela uma crônica com forte ancoragem no cotidiano digital. A divisão inicial em dois grupos funciona como gatilho cognitivo eficiente, cria identificação imediata e estabelece um campo de conflito claro. Há precisão na observação do comportamento, o “bom dia” isolado como unidade comunicativa problemática, e isso sustenta a progressão argumentativa sem dispersão temática.

O tom é declaradamente irônico e levemente combativo, o que dá voz ao narrador e cria uma persona consistente, alguém que racionaliza a impaciência e a transforma em princípio. Essa voz se fortalece quando assume o exagero como recurso, especialmente em trechos como “preclui”, “atrofia a solução do problema”, “paladino da cordialidade”. Há um jogo interessante entre linguagem técnica, quase jurídica, e um tema banal, o que produz humor por contraste. Esse procedimento aparece de forma estável ao longo do texto, o que ajuda na coesão estilística.

O ritmo é bem controlado por blocos curtos e progressão em espiral. O texto parte da classificação, passa pela análise do fenômeno, depois entra na reação pessoal e, por fim, chega ao exemplo concreto com o Pedro. Esse último movimento é decisivo, porque materializa a ideia em narrativa, e não apenas em opinião. A imagem do “bom dia” que envelhece na tela funciona como síntese visual e temporal do argumento. O fechamento é eficaz porque não resolve o conflito, apenas o congela, o que está alinhado com o próprio tema.

A construção sintática contribui para a oralidade, com repetições controladas, enumerações e interrupções que simulam pensamento em fluxo. Expressões como “Fala logo!” e “Não, não está corrido” introduzem micro-rupturas que mantêm a energia do texto. Ao mesmo tempo, há momentos de condensação conceitual mais densa, o que cria variação de registro e evita monotonia.

Como mínimas sugestões que não foram solicitadas e podem ser livremente ignoradas, um ponto de atenção está na tendência à explicitação após a ideia já ter sido bem construída. Em alguns trechos, o texto reafirma o que o leitor já inferiu, especialmente na parte em que descreve os efeitos do “bom dia” calado. Uma leve contenção nesses momentos pode aumentar a força do subentendido e tornar o texto mais cortante. Além disso, a oposição inicial em dois grupos é produtiva, mas poderia ser tensionada mais adiante, talvez insinuando zonas intermediárias ou contradições internas do próprio narrador, o que ampliaria a complexidade sem perder o humor.

No conjunto, o texto é eficiente na observação, consistente na voz e preciso no fechamento, com uma imagem final que fixa a ideia central sem necessidade de moralização explícita. Gostei muito!

Avatar de Luiz Phelipe

Oi, Carlos! Obrigado por dedicar o seu tempo a realizar uma análise do texto. Fico muito contente que tenha gostado do que leu. Quanto às sugestões de melhoria, adianto que não me incomodo com nenhuma delas e não as ignoro, mas também não adiro, rs. Não por vaidade ou arrogância, mas é porque pra mim os detalhes sugeridos de “ajustes” traduzem um projeto de perfeição. E o texto não é pra ser perfeito. A crônica não é milimetricamente pensada, calculada, medida. Eu não faço ajuste de cada reação do leitor a cada linha; não planejo cada pausa, mudança de clímax, oscilação de humor - essas coisas todas acontecem (ou não!) de forma espontânea, pela dinâmica do texto mesmo. Acho que a escrita criativa é imperfeita e essa é graça. Mas, de coração, você e seus comentários são muito bem-vindos por aqui. Volte sempre, meu caro! Um abraço.

Avatar de Alberto Costa

Um de meus netos tinha, quando pequeno (ele está com 17 agora), a mania de perguntar "posso falar?" - e não falava nada, além de repetir a pergunta, até que a gente respondesse, com algo como "sim, o que você quer falar?"... Às vezes, quando, enfim, a gente respondia, ele já havia esquecido o que queria falar... Bem, pelo menos cresceu e aprendeu a ir direto ao ponto...

Avatar de Luiz Phelipe

Hahaha… muito bom! Obrigado por compartilhar essa sua experiência, Alberto. A associação é perfeita: parece papo de criança, rs.

Avatar de Magna Lemos

Nossa, tenho aversão ao “Bom dia” com enigma, e quando em seguida manda um “pode falar?” mas não dá continuidade rápida?

Avatar de Luiz Phelipe

Siiiim! “Pode falar?” - Não, mas você, pelo visto, pode, então fala logo. É a vontade, kkkkkk.

Avatar de Inqualificáveis

Eu usava a condição de introvertido para evitar o bom dia: justificava que não queria mesmo era perturbar o dia de ninguém com essa necessidade de ser correspondido - mas hábito social me venceu. Passei a agenciar o princípio fransicano de "cumprimentar mais que ser cumprimentado".

Avatar de Luiz Phelipe

Hahahahaha… boa! Mas tá tudo bem em cumprimentar. O problema é precisar ser cumprimentado de volta para só então continuar uma conversa que é em texto.

Avatar de Mateus DIniz

Sou da sua turma, Luiz. Há ainda, na turma dos que são do "bom dia", os que trocam uma linha de mensagem a cada 2 horas - diluindo uma mensagem curta num dia inteiro.

Não há nada mais irritante que banalidades a conta gotas.

Bela crônica!

Avatar de Luiz Phelipe

Bem lembrado!!! Esse fenômeno dava no mínimo mais um parágrafo da crônica, Mateus! kkkkk. Ou uma nova crônica que já tem até título: "banalidades a conta gotas".

Obrigado, meu querido! Feliz que tenha gostado.

Avatar de Mateus DIniz

hahahaha

Sugiro então uma trilogia:

1°) Protocolo do Vazio Cordial

2°) Banalidades a conta-gotas

3°) O instantâneo Imediato

Esse último para os que consideram que mensagem de texto tem que ser respondida segundos após o envio. Afinal de contas, se o texto chega instantaneamente, por obvio, o receptor está a postos para atender.

Um abraço, meu amigo!

Avatar de Luiz Phelipe

O substack já admite coautoria? Tô achando que vamos ter que escrever essa microssérie conjuntamente, hahahaha...

Avatar de carolinebrumpsi

Concordo muito com a leitura do “jogo”. O “bom dia” aparece menos como educação e mais como dispositivo de contato: testa presença, produz obrigação de resposta, abre uma conversa sem assumir ainda o que se quer dizer.

O interessante é que a cordialidade vira uma espécie de antecâmara da demanda. Parece banal, mas já instala expectativa e pequena tensão. A conversa começa antes do assunto, justamente nesse cumprimento que finge ser simples.

Avatar de Luiz Phelipe

É uma boa perspectiva, Caroline! A conversa começa antes, mas corre o risco de acabar antes também, rs, depende muito da disposição do interlocutor. Obrigado pelo comentário!

Avatar de Dulce Maria

Boa noite! E não vale deixar parado como aquele bom dia! Responda!!!

Avatar de Luiz Phelipe

Pois cá estamos! Considere respondido, Dulce! Kkkk. Boa noite!

Avatar de Michele Matos

Adorei! 😁👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

Avatar de Luiz Phelipe

Obrigado, Michele!!!

Avatar de Schonkopf

Fala logo, Pedro!

Avatar de Luiz Phelipe

Pedro é radical demais, kkkkkk. Leva as próprias regras muito a sério.

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Comentário deletado
Apr 15
Comentário deletado
Avatar de Luiz Phelipe

kkkkkkkk... não caio mais!